Compositor: J. Kapler / Jean-Jacques Goldman
Uma rua, as pessoas passam
As pessoas como as vemos
Somente um fluxo, uma massa
Sem rosto, sem voz
Que estranheza hoje
Alguma coisa, mas o quê?
Desobediência, desobediência
Uma rua como as outras
E o tempo se suspende
Uma mancha, um erro
E, de repente, tu entendes
Impudência desconhecida
Incomum, indecente
Zora, sorria, Zora, sorria
Zora, sorria
Para a calçadas, carros, transeuntes
Para o barulho, paredes, ou tempo ruim
Seu rosto nu sob o vento
À suas pernas que dançam enquanto caminham
A tudo que nos parece óbvio
Ela avança e abençoa cada momento
Zora, sorria, Zora, sorria
Das frases nas paredes
Dos olhares curvados
Às vezes, alguns insultos
Ela não dá a mínima
Ela distribui seus sorrisos
Ela recebe tantos
Zora sorria, desavergonhadamente
Zora sorria, insolentemente
Zora, sorria para si mesma, ela sorri para estar lá
Mas ela sorri para aqueles, os que estão lá fora
Para essas mulheres, suas irmãs, que desaprenderam a sorri
Enquanto o coração cheio de lágrimas, lágrimas na vida
Zora, sorria, Zora, sorria